I SEMINÁRIO DE TEATRO na ETDUFPA
Programação das comunicações das pesquisas
Dia 28 de Outubro de 2009
19:00 – Tambor : Grupo de Pesquisa de Carnaval e Etnocenologia
Prof. Dr. Miguel Santa Brigida
20:00 – GRUPO DE INVESTIGAÇÃO DO TREINAMENTO PSICOFÍSICO DE ATUANTES – GITA
Prof.Dr Cesário Augusto
21:00 –– CRIAÇÃO PÚBLICA, A MONTAGEM DA PEÇA “O AVARENTO”, DE MOLIÈRE, PELO GRUPO PALHAÇOS TROVADORES.
Prof. MS. Marton Maués
Dia 29 de outubro de 2009
Local: auditório da etdufpa
18:30 – Projeto de Pesquisa: Memórias da dramaturgia amazônida: construção de acervo dramatúrgico.
Profa. Dra Bene Martins
19:10 – A GAMBIARRA NA CENA: UMA ESTÉTICA DE ILUMINAÇÃO PARA GALERIAS DE ARTE EM BELÉM DO PARÁ
Profa. Esp. IARA SOUZA
19:50 – Brasileiramente, árabes! Um estudo das Práticas Performáticas dos descendentes de Libaneses na cidade de Belém.
Profa. Dra. Karine Jansen
20:30 – Teatro d@ Floresta: Uma História do Teatro da Amazônia do Tempo Presente inscrita na Web.
Profa. Dra. Wladilene de Sousa Lima
21:20 – OS ANFITEATROS EXISTENTES NOS ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS DA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ E SUA UTILIZAÇÃO CÊNICA.
Profª. Drª. ÉZIA NEVES
DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009
AULA ESPETÁCULO COM O PROF. DR. ARMINDO BIÃO
AULA ESPETÁCULO: “ENTRE TEATRO, HISTÓRIA E MAGIA: MARIA PADILHA, RAINHA DAS ENCRUZILHADAS (pesquisa, extensão, graduação e pós-graduação)”
Local: Teatro Claudio Barradas
Hora: 19:00 h
Logo após a aula espetáculo lançamento dos livros: Teatro de cordel e formação para a cena: textos reunidos e Etnocenologia e a cena baiana: textos reunidos.
NOS DIAS 29,30 E 31 DE OUTUBRO DE 2009
DAS 15:00H ÀS 18:00H
CURSO DE METODOLOGIA COM A PROFA. DRA. DENISE COUTINHO
Comunicação dos alunos Dia 31 de outubro
18:30 – PROMESSEIROS DO CÍRIO: CORPOS EM PERFORMANCE.
Daisy Paraense ¹
Ivanilde Santos da Silva ²
Enoque Paulino ³
18:50 – DANÇAS. GASTRONOMIA E ESTETICAS: AS PRÁTICAS PERFORMÀTICAS LIBANESAS DA CIDADE DE BELÉM.
Bolsista CNPq – PIBIQ: Cleice Maciel
19:10 – A Arte Marcial no Treinamento Psicofísico do Atuante
Diego Augusto Pereira da Rocha
19:30 – O movimento de contracultura dos emos em Belém- identidade e alteridade
Allison Hugo
Kauan Amora
Rodolfo Silva
19:50 – SOBRE O RITUAL EM ANTONIN ARTAUD: UMA ATUALIZAÇÃO POR MEIO DO YOGA, T’AI CHI CH’ UAN E KALARIPPAYATTU
EDSON FERNANDO SANTOS DA SILVA
20:10 – Título: A Performance dos Descendentes de Libaneses no Comércio em Belém do Pará.
Bolsista CNPq – PIBIQ: Carlos Eduardo Moreira Vera Cruz
20:30 – Laquê: a cena extracotidiana da mulher prostituta.
Flavio Furtado
20:50 – RE-CONTANDO HISTÓRIAS: A ESPETACULARIDADE NO UNIVERSO IMAGINÁRIO.
Ivanilde Santos da Silva

PACA

GITA
GITA- Grupo de Investigação do Treinamento Psicofísico do Ator
PACA – Pesquisadores em Artes Cenicas da Amazonia
Tambor – Grupo de pesquisa de Carnaval e Etnocenologia

identidades emos e contracultura
Allison Hugo
Kauan Amora
Rodolfo Siva
O grupo formado por alunos do curso de Licenciatura em Teatro apresenta um pequeno exercício de pesquisa, baseado no comportamento de uma determinada cultura, o que denominamos de “emos”. Etnocenologia é o estudo de comportamentos humanos espetaculares sobre uma determinada cultura, compreendendo o que chamamos de identidade e alteridade, visão sobre si mesmo, e a visão do outro sobre o seu comportamento, respectivamente. A palavra “emo” possue várias interpretações de suas origens, a mais aceita é a de que o nome foi criado para descrever a nova geração de bandas “hardcore emocional” que aparecia no meio dos anos 80.
No Brasil, sua influência e popularização se deram em 2003, em São Paulo, espalhando-se por todo o país. Hoje origina polêmica de diferentes opiniões, sejam religiosas, familiares sociais e até psicológicas, devido ao seu diferente comportamento, incluindo formas de se vestir, agir, falar e até se maquiar. O grupo deverá observar e entrevistar um grupo de jovens na cidade de Belém.
Palavras chaves: contracultura emo, performance, identidade

CAPA DO CADERNO DE RESUMOS

ESCOLA DE TEATRO E DANÇA DA UFPA
karine jansen
Bene martins
BruceMacedo
cesario Pimentel
claudia palheta
claudio Didima
Ezia Neves
Beto Benone
Iara Souza
Marluce Oliveira
marton Maués
Miguel Santabrigida
olinda Charone
Paulo Santana
Paulo de Tarso
Walter Chile
Wlad Lima
APOIO
PROEX – PRO-REITORIA DE EXTENSÃO
PROJETO CENA ABERTA

prof. Armindo Bião
Prof. Dr. Armindo Bião da Universidade Federal da Bahia
DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009
AULA ESPETÁCULO COM O PROF. DR. ARMINDO BIÃO
AULA ESPETÁCULO: “ENTRE TEATRO, HISTÓRIA E MAGIA: MARIA PADILHA, RAINHA DAS ENCRUZILHADAS (pesquisa, extensão, graduação e pós-graduação)”
Local: Teatro Claudio Barradas
Hora: 19:00 h
Logo após a aula espetáculo lançamento dos livros: Teatro de cordel e formação para a cena: textos reunidos e Etnocenologia e a cena baiana: textos reunidos.

Blog de Pesquisa de Denise Coutinho
http://www.trilhamentos.blogspot.com/
RE-CONTANDO HISTÓRIAS: A ESPETACULARIDADE NO UNIVERSO IMAGINÁRIO.
Ivanilde Santos da Silva¹
Bolsista-PIBIC do Grupo de Pesquisa GITA, vinculado a pesquisa As Artes Marciais e Performance Cênica no Ocidente
orientador. Prof, Dr, Cesário Pimentel
Neste trabalho abordo o “work in progress”, processo de trabalho em desenvolvimento junto ao grupo GITA- Grupo de Investigação do Treinamento Psicofísico do Atuante, na Universidade Federal do Pará (UFPA), que consiste no estudo das artes marciais e performance cênica no ocidente: interações metodológicas para o treinamento psicofísico do atuante, por meio do estudo teórico e prático das artes marciais, ioga e Kalarippayattu indianos, T’ai Chi Chuan Wu chinês e do Karatê-do japonês. A intenção dessa pesquisa é a aplicabilidade do treinamento na otimização do trabalho actancial do atuante em diferentes estéticas de montagem teatrais. A relação será estabelecida a partir do estudo das artes marciais do treinamento psicofísico do atuante, da identificação do espetacular no imaginário a partir das narrativas orais presentes no contexto familiar e conforme limites estipulados no contexto social elegido.
Palavras chaves: treinamento do ator, teatro antropológico
¹ Arte- educadora e Cenógrafa formada no Curso Técnico em Cenografia pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará – ETDUFPA; Discente do Curso Licenciatura Plena em Teatro pela Universidade Federal do Pará- UFPA.

espetáculo Laquê - grupo cuíra de teatro
Laquê: a cena extracotidiana da mulher prostituta.Flavio Furtado[1]
“A antropologia foi entendida como o estudo do comportamento do ser humano, não apenas no nível sociocultural, mas também no nível fisiológico. A antropologia teatral é, portanto, o estudo do comportamento sociocultural e fisiológico do ser humano numa situação de representação.” Eugenio Barba
Falar da mulher prostituta de 1950 a 1970 no seu ambiente de trabalho e normalmente de moradia, respectivamente, a zona do meretrício e as pensões alegres, é perceber uma mulher “marginal”. Marginal que “vive fora do âmbito da sociedade ou da lei, como vagabundo, mendigo ou delinqüente”. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, p.p. 448). Esta pode ser interpretada como delinqüente, devido, suas atitudes de violência, agressão, arruaça, embriagues, furtos, roubos e cenas passionais de ciúmes permitindo que as vejam como tal.
Como relata a reportagem: Vultoso furto em uma pensão alegre no meretrício.
“Caso levado ao delegado de polícia Lauro Bastos, sobre os furtos ocorridos na pensão “Fátima” (General Gurjão, 127). Estes cometidos pelas próprias meretrizes” (Jornal Folha do Norte, 05 de março de 1960)
Porque 1950 a 1970? Devido o período áureo e de glamour que a zona do meretrício viveu com suas pensões alegres, freqüentadas por políticos, estrangeiros, homens da sociedade, meretrizes de luxo, até 1970. Neste intermédio, viveu-se o golpe militar de 1964 que influenciou o cotidiano da sociedade paraense, possivelmente até a própria zona do meretrício.
A “Operação Lenocínio” foi um projeto pensado e elaborado ainda no período militar pela Secretaria de Segurança Pública do Estado conjuntamente com o Governador do Estado Alacid Nunes que pretendia fechar a zona do meretrício em 31 de março de 1970. Fato consumado.Oficialmente a zona do meretrício compreendia o quadrilátero: Primeiro de Março, Riachuelo, Padre Prudêncio e General Gurjão.
Segundo Eugenio Barba “o modo como usamos nossos corpos na vida cotidiana é substancialmente diferente do como os usamos em situações de representação” (A Arte Secreta do Ator. p.p.226). Assim analisar a representação do cotidiano da mulher prostituta no espetáculo “Laquê” percebendo a representação da prostituta/atriz, atriz/prostituta, os atores homens, direção, técnicos oportunizando a mulher prostituta, meretriz, mundana, Eva, mulher de vida fácil, mulher alegre, mulher do povo tornar-se protagonista da sua história e compreender como os atores,e as próprias prostitutas/atrizes se vêem. O Jornal Folha do Norte nos mostra um mulher marginal e a historiografia nos mostra uma mulher sem história, sendo muitas das vezes, figurantes e/ou quase que inexistentes na construção história. Será que a mulher prostituta é realmente marginal e sem história? Espero obter algumas respostas nesta pesquisa. Para tanto, estou dando voz à mulher prostituta, utilizando como metodologia a história oral.
Palavras chaves: mulher prostituta, historia oral e performance